quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Os Terríveis primeiros anos...

    Último ano, formatura chegando e todo mundo feliz da vida com a certeza de que deu o seu melhor e daqui pra frente tudo será maravilhoso.A faculdade acabou, você conseguiu um excelente emprego e finalmente conquistou sua independência, certo? Errado, você nesse momento possivelmente deve estar acordando, ou caindo da cama porque sem dúvida estava sonhando...
    Provavelmente já deve ter ouvido de várias pessoas que os primeiros anos de um profissional são péssimos, isso mesmo pés-si-mos (bem espaçado que é pra dar mais ênfase) e acredite não foi exagero não, a não ser que tenha um QI (quem indique), seja filho do poderoso chefão ou toda a sua família esteja à anos na mesma profissão, vai ter que ralar muito, aliás como todo e qualquer mortal que habite esta terra, ou pelo menos a maioria.E digo isso com conhecimento de causa.

    Funciona mais ou menos assim, no primeiro mês você está feliz da vida, finalmente terminou a faculdade e ainda está em êxtase com essa vitória, porém quer uma certa distância da palavra trabalho ou tudo que chegue perto disso.
  No segundo,você começa à enviar currículos, afinal uma hora as contas começam a chegar.
  No terceiro, a busca por uma chance no mercado de trabalho já é um objetivo de vida, no entanto nenhuma resposta positiva, quer dizer, geralmente nem um entraremos em contato, obrigada pelo seu interesse, ou qualquer coisa perto disso.( Aliás queria deixar registrado que responder ao envio de um currículo não faz mal a ninguém e pelo menos sabe-se que o e-mail chegou e foi lido).
  No quarto, o desespero começa a dar bom dia, afinal quatro meses de formada e nada.
  No quinto, crise existencial.Será que fiz a escolha certa??
  No sexto, começa rever a sua vida escolar e tem a infeliz ideia de saber como estão seus amigos de faculdade.Ou seja crise existencial 2.
  No sétimo, ah o sétimo, as contas chegam o emprego não.E alguém faz aquela pergunta oportuna ( Tá trabalhando aonde?), é como se o autor estivesse assinando a sua sentença.A sua vontade é responder assim ( EU NÂO ESTOU TRABALHANDO OK, ou coisa pior), mas por uma questão de educação e o bem da humanidade você apenas vesti o melhor sorriso amarelo e diz pela enésima vez (ainda não estou trabalhando).
  No oitavo, você se pergunta porquê ao invés de estar sentado preenchendo a sala durante esses oito meses não está preenchendo o seu currículo? A resposta é simples, porque não tem tempo (digo dinheiro), e se não tem dinheiro, não tem emprego, se não tem experiência, não tem curso, se não tem currículo, não tem dinheiro, se não tem tempo, não tem dinheiro, se não tem viagem, não tem dinheiro, e assim por diante.
  Bom no nono, ainda não sei o que acontece, ao que tudo indica será crise existencial parte 3.O pior de tudo é que eu já sábia que os dois primeiro anos seriam terríveis, então nem posso dizer que não fui avisada.Mas como boa cristã, tenho fé que as coisas vão melhorar, porque se piorar...

Ass: Uma recém formada em crise.
  

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